Seminário de design de interação
Infinito ao cubo- Cantoni Crescenti
A obra de Crescenti é interessante, por permitir que o expectador interaja diretamente com ela, experimentando um ambiente atípico propriciado pelas infinitas reflexões nos espelhos aliadas ao desequilíbrio.
O autor se vale de uma lógica finalística, a de propor a simulação do infinito, o que é interessante, mas não chega a criar um contexto programático. A interface de interação é composta por molas aos pés da estrutura, agindo de forma reativa de acordo com a distribuição do peso dos envolvidos. Ainda assim, percebe-se certa interação dialógica a partir do momento em que o movimento interfere na formação das imagens, que passam por sua vez a estimular novas experimentações do envolvido, ainda que pouco possa realmente ser feito.
Ha pouca virtualidade devido ao caráter finalístico, ficando o foco sobretudo na contemplação. Mesmo esta poderia ainda ter sido mais explorada, visto que o público rapidamente tende a banalizar o processo.
Envolving sonic enviornment- Usman Haque e Robert Davis
A sociedade de dispositivos sônicos criada nesta obra tem sua singularidade por possibilitar uma interação interativa dialógica entre pessoa-objeto. Ocorre uma espécie de comunicação sonora intermitente entre cada dispositivo e os demais. Nesse sentido, ondas sonoras de frequências diversas são emitidas, criando o que os autores nomearam como um ecossistema em harmonia. Ao introduzir-se no ambiente, o expectador acaba por criar um desequilíbrio nessa harmonia, podendo inclusive interferir em como os dispositivos ao redor emitem os sons, por meio do movimento e da própria fala.
A ideia é que, caso o som emitido pelo dispositivo seja agradável de alguma forma, a própria pessoa estimularia sua continuação por meio de algum estímulo sonoro. Ao mesmo tempo, passado certo tempo, a frequência seria alterada devido a um "cansaço" do dispositivo, havendo portanto uma espécie de ciclo na comunicação entre pessoa e objeto, caracterizando uma interação dialógica.
O virtual é perceptível ao se avaliar a gama de possibilidades que pode ser estabelecida de ambientes sonoros. Contudo, a interface tecnológica é desenvolvida com tamanha complexidade que fica difícil que se perceba de forma clara grau de protagonismo do expectador com a obra, e mesmo que fosse percebido, os estímulos gerados poderiam ser mais interessantes.
A obra de Crescenti é interessante, por permitir que o expectador interaja diretamente com ela, experimentando um ambiente atípico propriciado pelas infinitas reflexões nos espelhos aliadas ao desequilíbrio.
O autor se vale de uma lógica finalística, a de propor a simulação do infinito, o que é interessante, mas não chega a criar um contexto programático. A interface de interação é composta por molas aos pés da estrutura, agindo de forma reativa de acordo com a distribuição do peso dos envolvidos. Ainda assim, percebe-se certa interação dialógica a partir do momento em que o movimento interfere na formação das imagens, que passam por sua vez a estimular novas experimentações do envolvido, ainda que pouco possa realmente ser feito.
Ha pouca virtualidade devido ao caráter finalístico, ficando o foco sobretudo na contemplação. Mesmo esta poderia ainda ter sido mais explorada, visto que o público rapidamente tende a banalizar o processo.
Envolving sonic enviornment- Usman Haque e Robert Davis
A sociedade de dispositivos sônicos criada nesta obra tem sua singularidade por possibilitar uma interação interativa dialógica entre pessoa-objeto. Ocorre uma espécie de comunicação sonora intermitente entre cada dispositivo e os demais. Nesse sentido, ondas sonoras de frequências diversas são emitidas, criando o que os autores nomearam como um ecossistema em harmonia. Ao introduzir-se no ambiente, o expectador acaba por criar um desequilíbrio nessa harmonia, podendo inclusive interferir em como os dispositivos ao redor emitem os sons, por meio do movimento e da própria fala.
A ideia é que, caso o som emitido pelo dispositivo seja agradável de alguma forma, a própria pessoa estimularia sua continuação por meio de algum estímulo sonoro. Ao mesmo tempo, passado certo tempo, a frequência seria alterada devido a um "cansaço" do dispositivo, havendo portanto uma espécie de ciclo na comunicação entre pessoa e objeto, caracterizando uma interação dialógica.
O virtual é perceptível ao se avaliar a gama de possibilidades que pode ser estabelecida de ambientes sonoros. Contudo, a interface tecnológica é desenvolvida com tamanha complexidade que fica difícil que se perceba de forma clara grau de protagonismo do expectador com a obra, e mesmo que fosse percebido, os estímulos gerados poderiam ser mais interessantes.
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