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Mostrando postagens de março, 2017

Crítica ao croqui

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  O croqui em questão, feito por Leonardo Kou, registra parte do espaço externo próximo à entrada da Escola de Arquitetura e Urbanismo. Como ponto positivo a se destacar, tem se a utilização de técnicas de sombreamento, que conferem profundidade e dinamicidade ao desenho. O traço leve faz com que o desenho não pese demais na folha. A subtração dos elementos vegetais da imagem também diminui o peso do desenho, na medida em que reduz a quantidade de informação, focando a atenção portanto na construção em si do prédio. Ate mesmo os espaços vazios laterais auxiliam na construção da perspectiva. Negativamente, entretanto, percebe-se que o lado esquerdo do desenho não cria uma noção de perspectiva tão chamativa quanto o direito. Alem disso, em certos locais o traçado foi feito muito fracamente, se confundindo um pouco com a sombra. Possivelmente um traço mais escuro e forte ressaltaria as formas do espaço.

Croquis EAD

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A diferença entre a roupa e a arquitetura

 A arquitetura e a vestimenta possuem certas similaridades. Ambas tem intuito de proteger o ser humano, limitar as informações transmitidas, bem como guiar um foco de atenção. Contudo, a diferença entre ambas seria a possibilidade de a vestimenta em si funcionar como transmissora de informações pessoais para com os demais indivíduos, enquanto a arquitetura busca um dialogo entre o espaço e a sociedade. Sendo a roupa item de uso individual, esta é capaz de transmitir toda a nossa singularidade pessoal, se assim desejarmos, a partir de um estilo próprio ou pertencente a um grupo. Mais do que possuir uma função estética, as roupas traduzem estilos de vida e externalizam a cultura de cada um, podendo ser mudadas constantemente. A arquitetura, por sua vez, também é capaz de transmitir informações, mas o faz com um menor grau de individualidade em comparação à vestimenta, uma vez que não é a manifestação das ideias de um ser humano em específico, mas o produto de toda uma relação de nece...

Parágrafo sobre o texto "Animação Cultural" de Vilém Flusser

  A Revolução Objetiva, por mais que se mostre absurda, por certos aspectos parece já estar em curso. Vários  são os fatores que demonstram tal ideia. A objetificação do corpo humano pelos atuais padrões estéticos e a "morte" de culturas milenares produzidas por nós, seres humanos, para serem substituídas por uma cultura de massa  — consumista, não reflexiva e materialista —  são exemplos contundentes. Vivemos, como dito no texto, em função de nossas próprias criações: aparelhos de televisão, internet e celulares, por exemplo, são invenções das quais a esmagadora maioria não abriria mão, e se fossem assim obrigados, certamente sentiriam um vazio existencial enorme. Mais do que terem a função de entretenimento alienante, objetos como os automóveis intrincaram-se à rotina humana de uma forma que se assemelham a uma extensão de seus próprios corpos, sendo essenciais na rotina da maioria. Contudo, partindo do pressuposto de que objetos são seres inanimados, estaria a hum...